A. Jorge Ribeiro
Um homem, quando adrega de apaixonar-se, ou mar ou terra.
Textos

Camilo Castelo Branco - Póvoa de Mar, Aflição e Remanso

Alberto Pimentel — que voou com as asas de Camilo — em 1876, aproxima-se da Póvoa de Varzim pelos Pirenéus, mimetizando o que fizera o Padre António Carvalho da Costa, em 1706.

Pimentel convoca os Pirenéus para fotografar o bulício, paralelo ao das praias, das suas estâncias termais mal chega o mês de junho; por seu lado, o autor da «Corografia Portuguesa», António C. da Costa, atribui a dinamização do porto da Póvoa de Varzim a um francês da Gasconha, província de França “vizinha de Espanha ao pé dos Pirenéus”!

 

Nestes cento e setenta anos que medeiam os dois apontamentos, cresceu a população residente e muito a que se empregava na faina do mar, andando finalmente embarcados em catraias, lanchas e botes mais de cinco mil pescadores. Na Póvoa, no alto ou na bolina, com vento esperto sempre o mar levanta o dorso!

 

Alberto Pimentel classifica a Póvoa de Varzim como “uma das mais alegres e animadas praias de Portugal — esse reinosinho de 90 léguas, conforme lhe chama Garrett — o que lhe permite que, de junho em diante, ela comece a viver mais dos banhos que das redes, a pensar mais em si que no mar. Então abre a sua assembleia, ilumina os seus hotéis e chama gente de toda a parte, especialmente do Minho, espelhando no mar os seus reflexos de festa como uma gôndola veneziana parada sobre as águas, reproduz no canal as cores vívidas dos seus balões multicores.”

 

Em 1878, Catarina Jackson, traduzida por Camilo, refere: “Chegámos à Póvoa, lugarejo balneário (a small bathing place), com uma desgraçada estalagem, onde parámos, pouco tempo antes de se pôr o sol, enquanto os cavalos se refrescavam com pão e vinho, que saboreavam deliciosamente.” Ainda bem que a autora da «Formosa Lusitânia» — e o seu eminente tradutor — rematam a apreciação com laivos românticos: “O transmontar do sol era esplendoroso; e, ao passo que no céu se esvaíam as suas cores de ouro, carmesi e roxo, a lua, no quarto crescente, dava-nos bastante luz para seguirmos o nosso caminho”

A Póvoa de Varzim iluminou-se a gás em 1888. O acetileno permitia o milagre tecnológico da luz sem torcida!

Onde estariam, no dia da visita da simpática albionian Lady, os festeiros, os jogadores, os passeantes ao monte de S. Félix de Laúndos, o burburinho dos seus belos e cintilantes cafés , os banhistas e os banheiros, e todas as suas fantasias ociosas e as suas fartas comodidades, que Alberto Pimentel tinha apreciado?

 

Principalmente, porque na “época festiva cai o Minho em peso na Póvoa de Varzim. Arrendam-se todas as casas, e os hotéis Luso-Brasileiro, Central, de Itália, Portuense, abrem as suas portas a um formigueiro de banhistas, sequiosos de saúde e de… prazer.”

 

Em outubro de 1875, a Póvoa viu chegar o primeiro comboio de bitola reduzida que a ligava à estação da portuense rotunda da Boavista.

 

Não finaliza este introito sem assinalar mais uma coincidência.

Dois vultos da cultura nacional que as circunstâncias da vida fizeram rasto na praia poveira, circularam em sentido inverso na mesma primavera dos dez anos: Almeida Garrett e Camilo Castelo Branco.

A vida do escritor Camilo ocorreu entre dois tumultos: a guerra civil entre “mijados” — a que Camilo chama “incontinentes da bexiga” — e “chamorros” e o ultimato inglês. A vida de Garrett decorreu entre dois fastos: a Revolução Francesa e o estertor da Patuleia.

Almeida Garrett, aos dez anos completados em 1809, mudava-se com a família do Porto para Lisboa e, depois, para Angra, a fugir aos franceses invasores. Camilo, aos dez anos, feitos em 1835, mudava-se, na companhia da irmã Carolina Rita, mais velha quatro anos, e duma serviçal enjoativa de nome Carlota, de Lisboa para o Porto e, depois, fugazmente para arribar a Vigo, de onde desceria a Vila Real e aos cuidados da tia D. Preciosa.

Mais tarde Garrett, de visita ao Norte, acaba por se encontrar com umas familiares que veraneavam na Póvoa de Varzim, onde uns galegos performativos desempenhavam cenas dramáticas fazendo sorrir o autor das «Viagens na Minha Terra» perante as labaredas dum minúsculo palácio de Coutinho e ao ver, no proscénio, nadadores estrénuos a lutar contra vagas alterosas de papel cartucho. Camilo seria, daí a poucos anos nas agras de Friúme, ensaiador de entremeses, reisadas, troupes, rondas, autos e farsas. Num e noutro caso, muita palma, muito bis, muita flor com fitas baratas. Camilo só escreveu duas obras a meias e foi com Ernesto Biester os teatros “Vingança” e “A Penitência”. Em Lisboa, representa-se a peça de Camilo “O último Ato” em que a protagonista se chama Ana Augusta. Manuel Pinheiro Chagas, jovem cadete do exército, assiste ao ensaio e chora. Garrett, do “Falar verdade a mentir”, já tinha morrido a sério. Ainda produzia guiões de teatro Garrett, quando Camilo se deixou cativar por uns olhos que entreluziam nas tabuinhas verdes das persianas duma janela do n.º 378 da Rua do Almada.

 

Decorridos 665 dias sobre o requerimento de querela movido por Pinheiro Alves, Ana Plácido e Camilo foram absolvidos da acusação de adultério por sentença de 16/10/1861, dia em que caiu grande trovoada sobre o Porto. No tribunal da Picaria, o réu não ouviu a sua defesa porque o seu advogado pediu ao digníssimo juiz que o eximisse de presenciar considerações inadequadas. Morto o marido de Ana Augusta, em 15/7/1863, e fixada a residência de Camilo em Seide, em 22/12/1863, rechaçou-se o calvário dos incidentes exteriores da vida do vulto das letras e começaram os interiores, conforme os classifica o Dr. Maximiliano Lemos, sem pulso, sem cacete de cerquinho, sem pistolas, sem cão, mas terçando penas de porco-espinho… sempre! E, de mais a mais, preso à galé dos livros pela corrente do reumatismo.

Na época balnear, o café na Póvoa era, há século e meio, a prova real da civilização. O café Luso Brasileiro, nos baixos do hotel do mesmo nome, era o sinédrio literário. Nas grades, os serventes pediam para dentro do balcão meio forte, cana ou capilé morno, ao estilo do saudoso “Marrare das Sete Portas” da baixa pombalina.

 

Em 13 de agosto de 1873, uma quarta-feira, resolvido um problema financeiro com os editores e o Banco Lusitano, Camilo parte para a Póvoa de Varzim ou Póvoa do Mar, onde alugou casa na Rua da Junqueira, num edifício assinalado por uma placa que diz que ali veraneou e novelou, de 1870 até 1890.

 

Póvoa “do Mar” era o sinal que apartava da “de Lanhoso”, individualizando das duas centenas de “Póvoas” que o Dicionário Corográfico espadana por esse Portugal fora e dentro, no meio de Póvoa da Isenta, Póvoa da Sardinha, Póvoa das Mós, Póvoa de Três, Póvoa de Ussa, Póvoa do Cebo e Póvoa Palhaça.

 

A azáfama da saída de S. Miguel de Seide para a Póvoa de Varzim era sempre um reboliço que só terminava quando partia adiante o churrião em que mandavam, a cargo do Manuel Caniço, as entroixadas bagagens. Dona Ana tinha mandado pôr os cavalos à sege e Camilo encafurnara o esqueleto no frouxel do escabelo do carro.

Fumista desabalado, Camilo saca dos profundos arcanos das algibeiras uma corpulenta caixa de prata, que sacode uma ou duas vezes para refrescar o conteúdo. Depois, exibe-a e pergunta à esposa: «Não quer rapé?» Ela aproveita a pitada e toma alguns grânulos entre o pólex e o indicador. Era preciso vencer as seis léguas de Seide à Póvoa.

 

Em 1873, o padre Francisco José Patrício tinha 23 anos, o cónego Joaquim Alves Mateus tinha 38 anos, Camilo Castelo Branco, 48 anos, Manuel Plácido Costa, 15 anos, o Dr. João Penha de Oliveira Fortuna tinha 35 anos, o Fernando Castiço tinha 38 anos, o abade de S. Lázaro de Braga era um idoso jovial e Alves da Fonseca completava a quadriga de clérigos, todos cabralistas e alguns, salvo seja, católicos, fazendo parte da tertúlia o filho Nuno do escritor, que andava em nove anos.

Enquanto cavaqueavam, Camilo pacientemente jogava com o Manuel Plácido, que viveu quase sempre com ele, abrigados do marulho da garroa nas costas do Luso-Brasileiro. Manuel, doente, vinha todas as tardes ao Café Luso-Brasileiro jogar damas, deslocando-se para toda a parte estiraçado num carrinho que era um leito portátil.

 

Um dos temas de paternidade camiliana ainda por resolver – ou definitivamente insolúvel – refere-se a Manuel Augusto Plácido Pinheiro Alves, a quem o padre F. Patrício chama Manuel Plácido da Costa. Por conveniência, as almas mais crédulas atribuem a paternidade deste primeiro rebento de Ana Plácido, filha do negociante bracarense, estabelecido na cidade invicta António José Plácido Braga casado com a portuense Ana Augusta Vieira, ao seu primeiro marido Manuel Pinheiro Alves. Da vida do tolhiço Manuel chega a informação de que nascera em 11 de agosto de 1858, era batoteiro e marialva, emigrou para Angola com 15 anos, de onde regressou noivo e doente. Saiu de um baile, onde tinha a mulher com quem ia casar, teve um calafrio e morreu, volvidos três dias, em 17 de setembro de 1877, com 19 anos, do concurso de uma pneumonia e de uma meningite, num quarto da filial do hotel Luso Brasileiro da Póvoa de Varzim.

 

O padre Sena Freitas, que ouviu em confissão o Manuel moribundo, escreveu: “Eu visitara por muitas vezes o doente, quis apertar a mão ao agonizante. O pai ignorava o estado do filho.” Isto passa-se em 1877 e Pinheiro Alves falecera em 1863! E volta a repetir: “Esta cena nunca foi sabida, nem mesmo pelo pai.” Camilo negou em carta particular ao padre.

João Bigote Chorão não tem dúvidas quanto à paternidade de Manuel: “O «filho do seu coração», que o era também da sua carne, seria esse Manuel, fruto dos seus amores com Ana Plácido e que nasceria em 1858, no preciso ano da publicação de «O que Fazem Mulheres».”

Pinheiro Alves era já uma ténue e fugaz lembrança, contavam-se por pares de lustros os pesadelos dos corredores sinistros da cadeia da Relação e do julgamento, da perseguição fiscal motivada pelo êxito do «Amor de Perdição» — em 1871, obrigaram Camilo a entregar 352$000 reis de coletas vencidas desde 1861 e, anualmente, pagava 32$000 reis de contribuição industrial.

 

Opinião dos médicos, a que não foi alheio o alvitre do Dr. Ferreira, de Santo Tirso, facultativo e amigo: banhos de esponja até que as forças o deixem ir ao mar, aos batismos das águas aspergidas das ondas.

Os banhos de esponja, ou banhos no leito, são utilizados para assear pessoas acamadas ou incapazes de tomar banho sozinhas por motivos de doença. Ana informa, em missiva da Póvoa: “O Visconde tem usado dos banhos de esponja e já hoje foi telegrama ao Dr. Ferreira para vir assistir ao primeiro banho.”

Um dos médicos que assistiram Camilo — o escritor da graça e da beleza — prontificou-se a usar banhos do mar na Póvoa de Varzim para o incentivar a acompanhá-lo naquilo que Camilo sempre considerou “um martírio”. Embora o escritor combinasse previamente a hora, no preciso momento combinado para o sacrifício, Camilo, sempre muito friorento, refugiava-se na barraca, de fato de banho, adiando para o dia seguinte ou deixando de remissa a gana para S. João da Foz, embalde.

 

É também da Póvoa de Varzim que Ana Plácido escreve ao Manuel Espinho, afilhado de Camilo.

Em julho de 1888, Ana Plácido confessa, numa das suas cartas a Urbino de Freitas: “Agora cobrei um pouco de alento para lhe dizer que daqui tencionamos seguir a nossa peregrinação para Santo Tirso. E de lá para onde?! Quem sabe? Talvez Póvoa. Eu vou indo até cair. Por mais que eu anteponha a minha resistência não é possível vencer a torrente que nos impele: e V. Ex.ª sabe melhor do que ninguém, que não há tenacidade que possa arcar com a vontade de Camilo. Que não fiz eu para não sair da Póvoa? Tive, porém, de ceder. E aqui estou para partir e tornar a partir e sem descanso nem paragem!”

Em 4 de agosto de 1888 escrevia a Freitas Fortuna dando parte da vontade do médico António Augusto Ferreira entender que devia ir a banhos de mar depois de quinze duches e informava o amigo que ficaria no Hotel Luso-Brasileiro “porque não posso estar muito distanciado do mar tomando banhos.” E mostra preocupação por se poder agravar a tosse de Ana Augusta com o ar do mar, que viria a morrer em 1895, vítima de uma bronquite aguda.

 

Em setembro desse ano, pediu que o retirassem a toda a pressa da Póvoa e o levassem para Seide, constando na imprensa que o ar do mar lhe fora prejudicial.

Desabafava, justificando a escolha do destino poveiro, que eram os sinos de madrugada — sempre o vibrar do bronze dos campanários — e as cornetas e carrapitas dos padeiros que os afugentavam lá para cima.

 

Veraneando em casa de parentes na vila de Santo Tirso, Alberto Pimentel, na quarta-feira 16 de setembro de 1885, tomou lugar numa caleça alugada ao António Portas que fazia a carreira diária de Vizela para a Póvoa de Varzim. O seu velho amigo Joaquim Quintas, no período estival, só fazia o trajeto às terças e sextas-feiras e Camilo Castelo Branco — aliás (dobre-se a língua), visconde de Correia Botelho — requeria a sua comparência imediata, para jantar.

A imprensa de Lisboa, em junho de 1887, dá conta de que Camilo se retirou com o seu filho Nuno para Braga, Bom Jesus do Monte. E que, no dia 24 de junho de 1887, Camilo estava na Póvoa de Varzim.

 

Em 26 de julho de 1887, o Dr. Cesário de Abreu parte à noite de Lisboa para Braga para visitar Camilo. Agravaram-se os padecimentos do notável homem de letras.

O Dr. Abreu, que chegou a Seide às sete da manhã e ali esteve até às onze horas, “confia muito no tratamento homeopático que Camilo está a seguir por sua indicação e no ar do mar.” Correspondem-se frequentemente sobre o tratamento e o médico remete-lhe os medicamentos manipulados.

 

Em 1 de agosto de 1887, Camilo já se encontra na Póvoa de Varzim, onde passará a estação balnear, segundo dizem os jornais na sua secção High Life, tratando por ilustre escritor visconde de Correia Botelho, dando conta de que regressara a Seide no dia 3, para ser consultado pelo Dr. Abreu, adepto dos banhos e do ar do mar, indo de novo para a Póvoa de Varzim.

Quando Eça, ao publicar «Os Maias», em 1888, tentava minorar os efeitos do estilo de contar os factos como eles tiveram a impudência de acontecer, subtitulando-os “episódios da vida romântica”, Camilo detinha-se nos últimos estertores das polémicas, novelando num estilo a que chamou “intelectualista”, pedindo aos editores que o deixassem, ao menos, contar o facto em estilo levantado, alegórico, metafórico, ao alcance, apenas, das inteligências superiores. Alistou-se na laureada e gananciosa milícia dos romancistas do terror grosso.

 

Camilo — o “cara de areia mijada” (e o dos “buracos na cara” dos aguazis de Guimarães) porque variolado com bexigas, conforme sempre ficará no subconsciente das poveiras feitas entre as selhas do peixe — tinha ultrapassado, vencido, o ensaio realista: “Macário tinha em si bastante vinho do Porto com que ajudar a natureza oratória que lhe não era sovina; mas estava na temperatura conveniente dos oradores de toasts mais celebrados desde Lamartine, o maçador, nos banquetes comunistas e revolucionários de Autun, até Plácido de Freitas Costa, o incomparável, nos jantares pacatos, respeitadores da monarquia, no Hotel da Póvoa de Varzim, jantares sem consequências perniciosas à família portuguesa, exceto as da lagosta e do camarão.”

 

No mesmo hotel da Póvoa em que estava hospedado Camilo achava-se um medíocre pintor espanhol que, tendo perdido na roleta todo o dinheiro que tinha deixou de pagar a hospedagem. Ao fim de três semanas a dona do hotel dona Ernestina, ex atriz, à hora de jantar despediu o hóspede relapso.

Camilo, quando a Ernestina acabou de falar, disse:

– A Dona Ernestina é injusta. Eu trouxe do Porto cem mil reis que me mandaram entregar a esse senhor e ainda o não tinha feito por esquecimento. Desempenho-me agora da minha missão. E puxando por cem mil reis em notas entregou-os ao pintor.

Ao espanhol, sem palavras, deslizaram lhe duas lágrimas pelas faces.

 

Numa ocasião de agonias – precisamente no dia 15 de julho de 1888 – Camilo expediu um telegrama urgente (salve-se o pleonasmo!) da Póvoa de Varzim para o seu médico: “Extrema desesperação. Socorra-me se pode. Castello Branco.”

Este email de Camilo para o Dr. Ricardo Jorge foi o autêntico chamado de um náufrago, prestes a sucumbir no mar proceloso da doença. O médico era a sua tábua de salvação.

 

Conta-nos, Ricardo Jorge: Recebeu-me com ânsias e lágrimas; sofrimentos inenarráveis, vida por um fio. Aplaca-se a tormenta, e às duas por três convida-me para um passeio. Rodamos o trem até Vila do Conde. Onde, segundo ele nos explica prazenteiro, a espelunca do jogo se antecipara em abrir as portas para meter ferro à Póvoa. Apeamo-nos à porta da tavolagem, amesendrando-nos à banca da roleta, cada um a seu canto por causa do enguiço. Horas depois levantava-me literalmente esvaziado das algibeiras até ao cotão; e, enquanto me socorria, no aperto, do editor Costa Santos para assegurar o bilhete de regresso no caminho de ferro, Camilo tilintava quatro ou cinco libras na palma, trauteando alegre o dístico de Gôngora: Poderoso Caballero / Es don diñero!

 

 

 

Referências

a. Cartas Inéditas de Camilo e de D. Ana Plácido, Visconde do Marco, Livraria Popular Francisco Franco, Lisboa, 1933

b. Pimentel, Alberto. Os Amores de Camilo. Livraria Editora Guimarães & C.ª, Lisboa, 1923

c. Cartas de Camilo Castelo Branco a Tomás Ribeiro, Câmara Municipal de Tondela, 2001

d. Ribeiro, António Jorge. Camilo Castelo Branco em Santo Tirso. Tartaruga, 2011

e. Cartas de Camilo Castello Branco, Empresa Literária Fluminense, Lisboa, 1924

f. Jorge, Ricardo. Camilo Castelo Branco. Instituto de Alta Cultura, Lisboa

g. Cabral, Alexandre. A Via Dolorosa 1859-1860 de Camilo Castelo Branco. Livros Horizonte, 1979

h. Cabral, Alexandre. As Novelas de Camilo. Livros Horizonte, 1979

i. Cabral, Alexandre. Escritos Diversos de Camilo Castelo Branco. Livros Horizonte, 1979

j. Marques, Gentil. Camilo, O Romance da sua Vida e da sua Obra. Edição Romano Torres, Lisboa, 1950

k. Pimentel, Alberto. O Romance do Romancista. Parceria A. M. Pereira, Lda. Lisboa, 1974

l. Castelo Branco, Camilo. Páginas Quase Esquecidas. Editorial Inova, SARL, Porto. 1972

m. Correia, João de Araújo. Uma Sombra Picada das Bexigas. Editorial Inova, SARL. Porto. 1973

n. Cabral, Alexandre. Camilo Castelo Branco, Roteiro Dramático dum profissional das Letras. Terra Livre, Lisboa, 1980

o. Castelo Branco, Camilo. O Vinho do Porto. 2ª edição, Livraria Chardron, Porto, 1903

p. Monteverde, Emílio Aquiles. Manual Enciclopédico para uso das Escolas de Instrução Primária. 7ª edição, Imprensa Nacional, Lisboa, 1861

q. O Génio do Cristianismo, Chateaubriand, tradução de Camilo Castelo Branco, Vol. I, Lello & Irmão Editores, Porto

r. Pimentel, Alberto. Uma Visita ao Primeiro Romancista Português em S. Miguel de Seide. Livraria Portuense de Lopes & C.ª, Porto, 1885 (escrito em 21 de agosto de 1885 em Santo Tirso) “em cujo solo por mais que uma vez assentaram as minhas costelas e se desenhou o meu corpo”

s. Compêndio dos Novos Pesos e Medidas, José Lourenço de Sousa, 2ª edição, Tipografia Popular de J. L. de Sousa, Porto, 1859

t. Pimentel, Alberto. Guia do Viajante nos Caminhos de Ferro do Norte em Portugal. Livraria Internacional, Porto, 1876

u. Resumo do Catecismo da Perseverança, Abade J. Gaume, com uma análise por Camilo Castelo Branco, 3ª edição, Livraria Cruz Coutinho, Porto, 1885

v. Os Netos de Camilo

w. Castelo Branco, Camilo. A Última Vitória de um Conquistador. 2ª Edição, Editorial Inova, Porto, 1972

x. Araújo, Veloso d’. Camilo em San-Miguel-de-Seide. Livraria Cruz, Braga, 1925

y. O Escritor da Graça e da Beleza, Famalicão, 1921

z. Os Críticos do Fausto, José Gomes Monteiro, Viúva Moré Editora, Porto, 1873

aa. Camilo Castelo Branco, Augusto César Pires de Lima, Bloco Gráfico, Porto, 1952

bb. Pimentel, Alberto. O Torturado de Seide. Livraria de Manuel dos Santos,

Lisboa, 1921

cc. Camilo castelo Branco, Jornalista, Alfredo da Cunha. Casa Ventura

Abrantes, Lisboa, 1925

dd. Os Ratos da Inquisição, António Serrão de Castro

ee. Correspondência Epistolar entre José Cardoso Vieira de Castro e C. C. B., volume I, 4ª edição, Parceria A. M. Pereira, 1922, Lisboa

ff. Correspondência Epistolar entre José Cardoso Vieira de Castro e C. C. B., volume II, 4ª edição, Parceria A. M. Pereira, 1922, Lisboa

gg. Augusto de Castro, As Mulheres e as Cidades, Editorial Verbo, Lisboa, 1971 hh. Corografia Portuguesa, Padre António Carvalho da Costa, Valentim da Costa Deslandes, 1706, Lisboa.

ii. Moreira, Tânia Furtado, O Teatro de Camilo no Porto Oitocentista, 2018, Porto

 

 

 

ANTONIO JORGE
Enviado por ANTONIO JORGE em 13/03/2026
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